Dúvidas

Como vocês descobriram a perda auditiva?

Através do teste da orelhinha, indicado pela pediatra.

O teste da orelhinha é lei desde 2010 (Lei 12.303/10). Esta lei obriga todos os hospitais e maternidades do país a realizarem o exame, gratuitamente, nas crianças nascidas em suas dependências, mesmo para aqueles que não têm casos de surdez na família ou que não tiveram intercorrências na gestação e parto. O exame é simples e essencial!

Se a maternidade ou hospital não realiza o teste, avise o pediatra ou profissional de saúde logo na primeira consulta. Ele deverá encaminhar o bebê para os locais competentes em sua região. E mesmo após o exame e o resultado deu normal na triagem, os pais devem estar sempre atentos ao desenvolvimento auditivo dos bebês.

Procure o pediatra, um médico otorrinolaringologista ou uma fonoaudióloga quando houver alguma suspeita de perda auditiva no seu filho.

Peça o Teste da Orelhinha. É um direito do seu bebê. 

O que é um sistema de implante coclear (IC)?

O implante coclear (IC) é um dispositivo eletrônico de tecnologia avançada, desenhado para beneficiar as pessoas com perdas auditivas de grau severo a profundo e/ou profundo, que não obtiveram benefícios significativos com o uso de aparelhos auditivos convencionais. O implante coclear pode beneficiar adultos e crianças com deficiência auditiva adquiridas antes ou depois do desenvolvimento da fala (pré e pós-linguais, respectivamente). Um sistema de IC é composto de duas partes: um processador de áudio externo, que se ajusta confortavelmente atrás do ouvido, e um implante coclear interno, colocado cirurgicamente sob a pele.

Como funciona um implante coclear (IC)?

O sistema de implante coclear converte sons da vida diária em pulsos elétricos codificados. Esses pulsos elétricos estimulam o nervo auditivo e o cérebro os interpretam como sons. Como o cérebro recebe a informação sonora de maneira rápida e precisa, os sons são ouvidos pelos usuários à medida que eles ocorrem.

1 – Sons são captados pelo microfone no processador de áudio.

2 – O processador de áudio analisa e codifica os sons em um padrão especial de informação digital.

3 – Esta informação é enviada para a bobina e é transmitida por meio da pele para o implante.

4 – O implante interpreta os códigos e envia pulsos elétricos para os eletrodos na cóclea.

5 – O nervo auditivo capta os sinais e os envia para o centro auditivo no cérebro. O cérebro reconhece os sinais como sons.

Por que decidiu pelo implante coclear?

Vimos que o Implante Coclear poderia ser a oportunidade do nosso filho ouvir e vir a falar. Foi uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida do nosso filho, tornando-o independente.

O que acontece após a cirurgia?

Após a colocação do componente interno, deve-se esperar de 30 a 40 dias para que ocorra a ativação do componente externo, ou seja, a ativação dos eletrodos. Esse período é necessário para que ocorra a cicatrização. Depois disso, são realizadas programações para a criação dos mapas que serão utilizados pelo paciente.

É imprescindível a realização de terapia fonoaudiológica para que o paciente aprenda a escutar os novos sons e a dar sentido a eles.

Os resultados podem variar de acordo com o paciente considerando alguns aspectos como: características individuais, causa da deficiência auditiva, tempo de surdez, motivação do paciente, o envolvimento e participação da família.

É importante lembrar que após o implante coclear, o paciente terá acompanhamento periódico no centro de origem para mapeamento/programação dos eletrodos.

Fonte: Referência

PEDRETT, Mariana; MOREIRA, Sandra. Implante Coclear – Orientações Básicas. Manaus: EDUA, 2012. Pág.21.

Será que posso reforçar a terapia em casa?

Sim. Assim, como a terapia fonoaudiológica é essencial, o envolvimento e a participação da família são fundamentais no processo de habilitação ou reabilitação auditiva. Lembrando que a terapeuta pode orientar como a família poderá ajudar no dia a dia, e também como fazer da sua casa um ambiente estimulador.

Onde encontrar hospitais para realizar a cirurgia de Implante Coclear pelo SUS?

Em Centros/Núcleos habilitados no SUS, veja a lista de Centros de Implante Coclear no Brasil: Clique aqui

Como cuidar do seu processador de fala?

Embora o implante coclear seja simples de ser utilizado, algumas precauções devem ser destacadas:

Limpeza externa: – Usar sempre a escova que acompanha o kit do implante ou um pano.

– Não deixe o processador de fala exposto a luz solar (por exemplo, no carro).

– Não limpe as partes externas do processador com água. Use um pano seco

Orientações de limpeza: – Utilizar: Álcool Isopropílico: umedecer a escova, e passar pelo processador nos lugares onde existe acúmulo de poeira e passar também nos contatos para evitar oxidação. Não no microfone e na parte externa.

Importante observar: escova úmida e não totalmente molhada.

Sempre: – Sílica ou desumidificador elétrico (observar a durabilidade da sílica)

Recomendamos que seque o processador de áudio uma vez por dia (de preferência à noite), embora a frequência com que necessita de secar o equipamento dependa da umidade existente no seu ambiente. Transpiração excessiva ou umidade elevada no ar irão exigir uma utilização mais frequente do kit de secagem. 

Em que tipo de escola seu filho estuda?

Meu filho estuda em uma escola regular, acompanhamos de perto o seu desenvolvimento escolar, ele participa de todas as atividades normalmente, e em casa ele tem uma rotina bem definida de estudos diários. Cabe ressaltar que é fundamental nesta jornada a parceria de pais e professores, assim o professor terá mais segurança, e olhar não para a deficiência, e sim para a criança.

Lembrando que cada caso é único, cabe a cada um analisar sua situação e decidir pelo melhor.

Seu filho gosta de usar o FM (Sistema de Frequência Modulada)?

Sim. Alexandre usa o FM há cinco anos, na escola ele diz que ouve muito melhor a voz da professora e o ajuda muito, principalmente quando está fazendo ditado. Ele pedia todos os dias para levar o FM à escola.

Atualmente ele está usando o sistema Roger que é uma evolução do sistema FM tradicional, pois o Roger usa um sinal digital na transmissão do som. Depois que o Alexandre passou a usar a tecnologia Roger ele não quer mais o FM tradicional, ele fala que no Roger o som é muito mais limpo. Foi assim que ele definiu o Roger, sem falar na facilidade de sincronização e utilização em comparação com o FM tradicional.